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August 11, 2006

vana est sine viribus ira

[Arquivado em: Geral, Sociedade]

Um grupo de cidadãos britânicos planeou uma série de atentados concertados em dez aviões americanos que pretendiam fazer explodir ontem em pleno vôo, entre o Reino Unido e os Estados Unidos. Na expressão da Scotland Yard, se os terroristas britânicos tivessem êxito, teria sido um «assassínio em massa a uma escala inigualável».

Há uns anos, na sequência do 11 de Setembro, e para vingar os atentados ao World Trace Center e ao Pentágono (embora aqui ainda se levantem razoáveis dúvidas), organizados por uma associação terrorista cujos líderes e financiamento provêem da Arábia Saudita, George Bush, arguto líder do Ocidente e ao Mundo Livre em geral, atacou o… Afeganistão.

(O Iraque foi invadido por outras razões: por causa da existência de armas de destruição massiva no seu território e para levar a paz e a democracia ao país e à região - objectivo conseguido, de resto: não só o Iraque não tem armas de destruição massiva, como já houve mais eleições e, tecnicamente, ao que parece, ainda não estão em guerra civil)

Tendo em conta o sucedido ontem e a lógica de reacção «daquele indivíduo que habita do outro lado do Atlântico», como lhe chama a MJL, que país deverá agora ser atacado?

Espero que seja a Espanha.

Com os olhos que a terra há-de comer

[Arquivado em: Geral, Sociedade]

 

Sou da firme opinião que a luta contra o terrorismo está longe de se fazer com a “estratégia” engendrada pelos líderes europeus e aquele indivíduo que habita do outro lado do Atlântico. A meu ver, a ideia de andar numa busca incessante por terroristas no meio de milhões de indivíduos que apenas andam na sua vidinha, é uma realidade pouco verdadeira. Pode ser que de vez em quando se tropece num ou noutro, mas a isto não se pode chamar propriamente uma estratégia.
Mas, para me fazer calar, já não é a primeira vez que os serviços secretos do Tony e do George (olha quem…), desmantelam um enorme atentado terrorista.
Não é meu costume, de maneira nenhuma, ter a mania das conspirações, mas…
Não será verdade que de vez em quando, convém demonstrar que a “estratégia” está a funcionar? Que volta e meia convém prender uma dúzia de radicais? E que, vêm mesmo a calhar mais um ou dois motivozitos para que Israel possa continuar em paz, a sua guerra? Ainda por cima, hoje é dia 11.

Seria? Não seria?
No pacote Democracia/Liberdade, vem o direito à informação, mas será que, tal como noutro sistema qualquer, estarão a deixar-nos ver uma determinada realidade ou a verdade?