Filosofia segundo Pepe Carvalho
«-Porqué quemas [los libros]?
- No he nacido para crítico literario. Digamos que los quemo porque me gustó en su tiempo y porque a medida que me hago viejo me da medo sentir algún día la tentación de volver a leerlo.
Fuster selecciona un parráfaro de La Ultima Cinta [Becket] y lee con grandiloquencia cómica:
- Quizá mis mejores años han pasado. Cuando tenía alguma probabilidad de ser feliz. Pero ya no deseo más probabilidades. Y menos ahora que tengo ese fuego en mí. No, no deseo más probabilidades.»
Los pájaros de Bangkok, Manuel Vásquez Moltabán
A Filosofia do Pepe Carvalho passa por citar clássicos mas queimar livros porque se quer desprender deles, percorrer as ruas de Barcelona, principalmente as Ramblas, lembrar-se de bons restaurantes à medida que as percorre, alongar-se em descrições do que será uma boa ensaimada ou qualquer outro tipo de enchido e ter páginas e páginas a descrever receitas dos petiscos que faz enquanto resolve casos exóticos ( com uma dose saudável de mulheres fatais que inevitavelmente o acham mono, o mono que não é um macaco ou gordo - e isto apesar de metada da acção ser passada a comer - que acabam na cama dele). Esse desdém pela cultura também já o atinjo. Todos os Cds minimantente significativos en su tiempo, estão riscados ou nas caixas erradas. Só me falta cozinhar com aprumo de gourmet, arranjar uma Charo ( a prostituta apaixonada) para as horas de solidão, ser ex-agente da CIA, um sacana que no fundo é tender loving hooligan. Gosto destes policiais do Moltabán. Quando os começo tudo o resto fica para trás, vejo-me a levar o livro para ler na hora do almoço. São tão bons assim.
   
Há blog que têm “dentro” deles originalidades que nos desassossegam..e nos fazem voltar sempre. Aqui temos um exemplo.
Obrigado
Paulo
Comment by Paulo Sempre — August 29, 2006 @ 1:58 am
Elá. P’ra livro do desassossego já temos o Bernardo Soares. Estes aqui são mais chuli. Obrigado na mesma pelo elogio ao blog!
Comment by SB — August 29, 2006 @ 3:09 pm