Vaga rápida
Regresso do concerto dos Nouvelle Vague com a sensação reconfortante de ter 25 euros a menos na carteira por 45 minutos de concerto, numa sala apinhada e barulhenta. Que o Paradise Garage é uma das mais desagradáveis salas de concerto da capital não é novidade, mais a mais agora que a altura média dos portugueses sobe, mas há uma lógica que me escapa naquela entrada a conta gotas (não vá alguém lembrar-se de levar a Uzi para um concerto de bossanova). Se a fila começa a formar por volta das 20:30 nada mais lógico do que iniciar um concerto logo às 21:05, numa de precisão alemã que isto estamos a ser pagos ao segundo, quando metade da assistência ainda penava na dita fila. O resultado: ouvi 5/6 temas mal acondicionados, o barulho que as pessoas faziam a falar como se estivessem numa qualquer discoteca ultrapassava o baixo, a guitarra acústica e a voz das simpáticas vocalistas. Houve bons momentos em "Too drunk to fuck", "I just can’t get enough", "The forest" mas o sentimento final é que mais valia ter ficado em casa e ver o Donnie Darko, recordando o "Killing Moon" (que não passou ou estava cá fora) na sua versão original em vez de ter dado dinheiro para estes mercenários.
   
Isso é mau feitio!
Comment by Anónimo — October 15, 2006 @ 12:14 pm
Caro Anónimo, aquilo foi uma banhada. Esteve por lá?
Comment by SB — October 16, 2006 @ 12:24 am
Não. Mas gostava de ter estado. Agora nunca vou poder saber, a menos que acredite neste post.
Comment by Anónimo — October 16, 2006 @ 9:08 pm
Acho muito bem que leve a sério nas minhas crónicas objectivas, pautadas por critérios de insenção e maturidade ímpares. A si não lhe dou com a Uzi.
Comment by Sofia (SB) — October 17, 2006 @ 2:19 pm
Mas é seu hábito dar com Uzis às pessoas?
Comment by Anónimo — October 17, 2006 @ 8:18 pm