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October 18, 2006

É que és tão chato!

[Arquivado em: Geral, Sociedade]

Tal como dizia o meu companheiro CC neste post, isto é só mais uma opinião que não interessa a ninguém, mas mesmo assim, cá vai ela.
Existirá alguma razão que justifique o direito de antena concedido ao personagem José Júdice no “Eixo do Mal”, ou, seja onde for?
O José é de uma chatice sem igual: engasga-se, atropela-se, anda para trás e para a frente, tem um discurso totalmente caótico, incompreensível, infindável, vai buscar assuntos dentro dos assuntos que nada têm a ver com os assuntos que ele próprio introduziu; tem total falta de clareza naquilo que diz, e em 99% das vezes que o ouvi, não consegui entender um mínimo do que queria dizer. A menos que nada quisesse dizer.
Um dia, no entanto, quebrou a regra e foi claro: o José está a favor da taxa “moderadora” nos internamentos dos hospitais públicos, porque parece que há muitas pessoas que aproveitam o facto de estarem internadas para ficarem mais tempo do que o que seria necessário, porque não querem voltar para casa, e portanto, faz todo o sentido que paguem a sua estadia. Aliás, e por falar em estadia, passo a transcrever, diz ele que “… por cinco euros por dia, vou começar a passar férias no hospital em vez de ir para o Ritz”. Tivesse o José sentido de humor, e a piadola poderia inserir-se na categoria do humor negro. Eu diria antes que se insere na categoria da total falta de categoria.
Por outro lado, nem eu sei porque é que lhe estou a dar tempo de antena aqui, no meu próprio blog. Se calhar, é porque, como disse a Clara Ferreira Alves, os blogs são, entre outros, novos instrumentos de revolta e de manifestação contra aquilo que nos chateia. E o José chateia-me profundamente.