Fins do mundo
Um artigo da edição de ontem do El Pais ( http://www.elpais.es/articuloCompleto/portada/
violencia/bandas/jovenes/resurge/suburbios/franceses
/elpepiint/20061024elpepiint_2/Tes/ ) veio confirmar-me uma coisa em que tinha andado a pensar ultimamente. O texto tem por título: “El vandalismo en los suburbios franceses se mantiene a un año de los disturbios” e explica como a violência nas ruas de alguns bairros franceses continua, e com a mesma intensidade, embora há cerca de um ano não oiçamos falar do assunto. Não sei se é impressão minha, mas isto é frequente: de vez em quando, parece que o apocalipse está a acontecer numa determinada parte do mundo. E, de repente, de um dia para o outro, o fim do mundo é esquecido e sai das páginas dos jornais que até à edição anterior monopolizava. É o caso do Líbano, por exemplo. A guerra acabou?! Ou os correspondentes e jornalistas desistiram dela? O que é que se passa?! É para não maçar os leitores, espectadores e ouvintes? Como se tudo fosse um programa de entretenimento puro, em que tudo tem de estar em movimento, cheio de novidades? E os leitores, espectadores e ouvintes não são mais exigentes porquê?
   