E por falar em desonestidade…
…e em jornal Sol, há um texto na mesma revista sobre o novo livro da jornalista Felícia Cabrita, por acaso repórter do semanário. A primeira parte do artigo, que está só assinado pela própria Felícia (embora a assinatura não seja bem evidente, porque aparece ao lado de uma fotografia da senhora, mas uma comparação com o grafismo das outras reportagens leva a concluir que sim, é ela mesma que faz tudo: escreve o artigo sobre o seu próprio livro e ainda há uma imagem dela a ilustrar tudo…) elogia o livro (grande surpresa!!!), numa escrita na terceira pessoa, algo no género: Felicia Cabrita, depois de um fantástico trabalho de investigação, desvenda um novo Salazar! E, de repente, sem pré-aviso nem sequer umas míseras aspas, começam a reproduzir-se bocados do livro. É a isto que eu chamo (sem grande criatividade, confesso, mas depois de ver uma coisa destas, só me ocorre mesmo isto) jornalismo de merda. Já agora, aproveito para dizer que o Sol está cheio dele.
   
Só ontem tive oportunidade de ler. Especialmente ridiculo porque diz pub-reportagem (ou termo semelhante) e a própria se refere a si mesma na terceira pessoa. Provavelmente foi escrito por uma terceira pessoa que nem tem direito a assinar. No entanto, lembro-me de uma biografia de Nuno Galopim sobre o Sérgio Godinho cuja recensão saiu no suplemento que dirigia no DN. Já é tradição.
Comment by SB — November 1, 2006 @ 1:08 pm