Natal sem compras
Diziam hoje nas notícias que são os petizes que mandam mais. Pelo que vejo pelos meus colegas de trabalho o processo de escolha das prendas de Natal para os filhos passa por pegar no folheto do Continente, ou de qualquer outra grande superfície comercial, entregá-la ao petiz presenteado que assinala com cruzinha potenciais brinquedos que irá receber. Literalmente uma escolha por catálogo. É que assim vai receber o que gosta, dizem-me. É que pode não gostar. E a surpresa pergunto. Não, é que podem não gostar e depois ficam com um brinquedo que não querem (algo horrível como ficar com a Barbie Fashion Fever c/ Mobiliário em vez da Boneca Birthday Bash Bratz). Traumatizante compreendo.
Na realidade, a criança de 60 anos que tenho na minha vida veio-me com uma conversa parecida. "Tu e tua irmã podiam dar-me uma mala que vi. Eu podia comprá-la e depois vocês davam-me o dinheiro". Tentei dar-lhe a volta: contextualizar a época, os reis magos e o Menino Jesus , a quadra familiar, surpreender aqueles que gostamos com uma lembrança bonita, um presente inesperado. "Vocês nunca me dão aquilo que eu quero". Suspirei fundo e entreguei o catálogo.
   
Natal descartável por catálogo. Soberbo!
Cumpts.
Comment by Bic Laranja — November 27, 2006 @ 9:27 pm
Belo texto!
Comment by wellington — November 28, 2006 @ 3:08 pm
Obrigado Maezinha :)
Comment by SB — November 29, 2006 @ 9:51 am
As vezes mais vale dar a escolher a prenda do que receber uma reacção como:”ah muito giro” como que se lhes estivessem a furar a barriga com um pau em brasa. O natal hoje em dia é quase e apenas uma epoca de vendas, já não é o que era.
Comment by Jt — December 4, 2006 @ 11:46 am