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November 28, 2006

[Arquivado em: Geral]

Numa entrevista recente que Cesariny deu à revista Tabu (do semanário Sol) havia uma profusão de reticências. É que a política editorial da revista proibe a escrita dos palavrões - que substituem por reticências -  e como o entrevistado gostava de utilizar o seu vernáculo, era um desafio decifrar todos os pontos.  Por vezes eram puta, mas outras eram mesmo reticências.

Para além da piada do momento, vale a pena recuperar um excerto dessa entrevista.

"Nos fizemos uma revolução. Mas acho que implodimos, não explodimos. E andámos  sempre clandestinos por aí. Clandestinos no sentido lato: fazer uma coisa num sítio e desaparecer; depois aparecer noutro e desaparecer … Até que houve as célebres sessões na Casa do Alentejo, em que fomos dizer ao povo o que era o surrealismo. E o que era o surrealismo? Éramos nós [risos]. Lemos textos, poemas, e uma declaração chamada Afixação Proibida. A assistência gostou muito (…)"

3 Comments »

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  1. Vocês eram fantásticos se me arranjassem essa entrevista :-)

    Comment by Arrebenta — December 3, 2006 @ 6:12 pm

  2. Já está o “link” para aqui

    Comment by Arrebenta — December 4, 2006 @ 1:10 am

  3. Na realidade só encontrei alguns excertos na net… não sabia que havia link!

    Comment by SB — December 4, 2006 @ 10:36 am

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