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Numa entrevista recente que Cesariny deu à revista Tabu (do semanário Sol) havia uma profusão de reticências. É que a política editorial da revista proibe a escrita dos palavrões - que substituem por reticências - e como o entrevistado gostava de utilizar o seu vernáculo, era um desafio decifrar todos os pontos. Por vezes eram puta, mas outras eram mesmo reticências.
Para além da piada do momento, vale a pena recuperar um excerto dessa entrevista.
"Nos fizemos uma revolução. Mas acho que implodimos, não explodimos. E andámos sempre clandestinos por aí. Clandestinos no sentido lato: fazer uma coisa num sítio e desaparecer; depois aparecer noutro e desaparecer … Até que houve as célebres sessões na Casa do Alentejo, em que fomos dizer ao povo o que era o surrealismo. E o que era o surrealismo? Éramos nós [risos]. Lemos textos, poemas, e uma declaração chamada Afixação Proibida. A assistência gostou muito (…)"
   
Vocês eram fantásticos se me arranjassem essa entrevista :-)
Comment by Arrebenta — December 3, 2006 @ 6:12 pm
Já está o “link” para aqui
Comment by Arrebenta — December 4, 2006 @ 1:10 am
Na realidade só encontrei alguns excertos na net… não sabia que havia link!
Comment by SB — December 4, 2006 @ 10:36 am