o cientista de popa



Diz o dr. Mário Sousa, um «cientista de proa na procriação medicamente assistida», que «a vida da mulher é um todo, com corpo e alma, que tem primazia sobre o feto. Este, diz, «é "um anexo sem autonomia" até aos cinco meses, altura em que o cérebro começa a funcionar». Depreende-se que, a partir dos cinco meses - e, vá lá, mais três dias e meio -, com o cérebro já a funcionar um bocadinho, o feto ganha autonomia e deixa de ser um "anexo", passando a ser uma dependência ou mesmo uma nova assoalhada, com estatuto biológico semelhante ao fígado.
Reconhece o homem que «agora é facto científico que a nova vida inicia-se na fecundação». Mas falta-lhe, a esse corpo vivo, a esse pedaço de carne que não sabe ler nem jogar sudoku, a "alma". E a alma, segundo o escolástico "cientista de proa", ganha-se aos cinco meses.
   
És um militante, de facto!
Já há poucos como tu…
Mas perdes tempo em “desmascarar” as declarções menos felizes de alguns, deixando a pairar a ideia de que são esses os argumentos fundadores e basilares dos partidários do SIM.
Comment by pedro a. — January 26, 2007 @ 12:05 pm