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March 28, 2007

até já

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March 26, 2007

Nunca se sabe.

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E logo nós, um povo que só sai do país se tiver viagem organizada pela agência de viagens, que faz todo o tipo de seguros para o caso de acontecer qualquer coisa que não esteja programada, que só se aventura a visitar os pontos do mundo onde os amigos já estiveram e que, de preferência, volta vezes sem conta ao mesmo local porque já conhece e já sabe o que a casa gasta… Parece impossível, mas há suspeitas de que também descobrimos a Austrália.
Como disse o outro, nós somos os descendentes dos que cá ficaram, não dos que partiram. E diz muito bem.

 

March 24, 2007

declarações sobre Berlim

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Não posso deixar de expressar hoje a minha admiração pela versatilidade do povo alemão, que sabe tão bem adaptar-se com a mesma fervorosa convicção aos mais variados tipos de regime político: abraçou entusiasmado o nacional-socialismo durante duas décadas, para depois, durante quarenta anos, construir devotamente o modelo mais evoluído do comunismo, e actualmente expressa a inabalável fé na democracia parlamentar burguesa e na união dos mercados financeiros europeus. Danke.

March 20, 2007

4 anos de guerra ao Iraque

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650.000 civis mortos, nenhuma arma de destruição massiva, cujas provas garantiste ter visto.
Estás satisfeito, ignóbil cobarde?

March 18, 2007

relativismo fumado

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Graças ao desmedido zelo da Inquisitio Haereticae Pravitatis Sanctum Officium, foram inventadas as alheiras, por judeus engenhosos e de gosto apurado. Agora, por obra dos fabricantes oficiais destes enchidos, as mulheres portuguesas podem praticar abortos caseiros, livres, seguros e sem a humilhação do "aconselhamento". Basta que não interrompam voluntariamente a vida das pobres Listeria monocytogenes, através da competente cozedura das alheiras.

March 15, 2007

a pele dos outros

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Fur — Um Retrato Imaginário de Diane Arbus

March 10, 2007

a hermenêutica socialista explicada às crianças

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Sócrates – da infância ao poder: a história de um filhodaputaO socialismo moderno consiste em prosseguir o desiderato da igualdade social do modo mais pragmático possível. Tanto assim é que a doutrina apenas é demonstrável através de exemplos da realidade que se pretende transformar. A maternidade não possui toda a parafernália que deve ter uma maternidade de ponta no século vinte e um (abeirado há pouco mais de um mês a Portugal), apesar de sempre ter mourejado sem problemas desde que foi inaugurada? O que se faz? Instala-se a parafernália em falta e conduzem-se para lá os médicos especialistazíssimos que sabem como proceder no parto mais simples, símil a todos desde que as mulheres dão à luz? Não! Encerra-se a maternidade. As mães que parturem nos trajectos para a maternidade mais próxima, nos bancos dos táxis, nos carros dos bombeiros, nas ambulâncias do hospital ou mesmo nos helicópteros (na versão açoreana). É uma questão de justiça social.
A escolazinha pública tem espaço a mais, vista para o Tejo, boas instalações e está no topo do rânquingue das escolas de todo o país? Aferrolha-se! Os professores e alunos que jordaneem para outra escola, acanhadita, enclausurada debaixo da ponte e que não provoca agorafobia. É para melhoria das condições de vida e da educação.
As urgências não têm pessoal técnico indispensável nem meios tecnológicos que permitam intervenções cirúrgicas ao cérebro ou transplantes de medula? Fechem-se, pois! O interior do país está cheio de velhos improdutivos que só dão despesa. É para se alcançar o aumento da qualidade de vida das populações mais carenciadas.
Os funcionários públicos aposentavam-se mais cedo, auferiam reformas a 100%, tinham mais três dias férias, um horário semanal inferior ao trabalhadores do sector privado? Nivele-se a situação, corrija-se com esta injustiça que brada aos céus socialistas (com a justificada excepção das reformas dos titulares de cargos políticos, claro). E como? Melhorando as condições de quem é prejudicado nesta absurda comparação? Não, que ideia estúpida! Não se pode aprisionar mais os empresários com verdugas leis laborais incompetitivas. Pelo contrário: piorando a de quem tem estes “privilégios”. Deste modo, muitos são prejudicados, ninguém é beneficiado, mas “os da privada” ficam consolados com o empobrecimento dos outros. E os salários, que são mais baixos na função pública, onde o famoso “índice 100” é inferior ao salário mínimo nacional? Fica na mesma. Temos de ir devagar. Falamos de reformas, não de revolução. Já bastaram os seis cêntimos de aumento no subsídio de refeição. É a realidade que não se pode ignorar nem combater, é a globalização, a China, a União Europeia, é a paz social que se tem de manter com a anestesia publicitária, são os factos evidenciados todos os dias no horário nobre das notícias simplex do telejornal.
E tudo isto porquê? Porque temos de pagar certas empreitadas e custear as prestações dos serviços verdadeiramente indispensáveis. Os estádios do Euro (do tempo em que o sr. Sócrates era ministro-adjunto do então primeiro-ministro e não tinha pruridos financeiros nem restrições orçamentais a propor para os outros), a OTA, o TGV, a PT, os lucros obscenos dos bancos, as indemnizações aos gestores e administradores incompetentes (e que, por essa razão são demitidos), a incompreendida boa gestão de quem nos governa.
A Comissão Liquidatária do Estado, também conhecida por XVII Governo Constitucional, tem assim novos pretextos para prosseguir a sua missão: a imbecilidade do anterior Governo é hereditária.

March 8, 2007

E se houver um adeus

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Tenho que confessar, que vi a gala dos cinquenta anos da RTP. É assim, aliás, que me vou apercebendo de como estou a ficar velha.
Entre os momentos de seca e os momentos de riso, houve um de choque. Carlos Cruz, fez uma gravação da sua prisão domiciliária, presumo, e deu os parabéns à RTP. Como se não bastasse, a plateia aplaude em ovação e de pé.
Não é que o homem já tenha sido declarado culpado, mas pode vir a sê-lo e se isso acontecer, não me parece que o apresentador de televisão suplante em grandeza, o pedófilo.
A gala passava bem sem Carlos Cruz e, tanto ele como o público, deviam ter-se abstido.