Sagrado Ofício
Todos os dias matamos e escondemos a mão. Comemos o bife de forma radicalmente ingrata, sem ponta de agradecimento ou respeito pela Vitela oculta nos olhos do homem do talho. No bife não sobra rasto algum da Vitela, vestígio algum da infinita bondade com que nos ofereceu vida. A sua. A que exibimos vaidosamente como se fosse nossa.
Matemos. Saibamos que é imperativo que matemos para que possamos continuar vivos. Mas mostremos as mãos em sinal de gratidão.
   
A metáfora serve-se fria mas não se come à mão…
Comment by jrd — October 28, 2008 @ 7:57 pm