Sermão aos carapaus
Arderei no Inferno durante vários yugas pelo que vou escrever a seguir. José Sócrates, o nosso primeiro-ministro, foi o melhor que a República produziu. Melhor ainda do que Mário Soares. Mereceu, portanto, a honra de se destacar num cenário árido e ser simbolicamente investido no poder de transmissor, de barqueiro sombrio. Ele levará a República à outra margem. Cruzará esse rio revolto e subterrâneo na direcção do destino. No outro lado, entretido com o esvoaçar dos pássaros e uma pequena pedra que reluz, estará o seu sucessor.
Seu nome, Casa de Bragança.
   