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April 4, 2008

O que se come numa semana por esse mundo fora

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Infelizmente, não tenho informações sobre quem desenvolveu este projecto, mas não posso deixar de lhe(s) deixar aqui os meus parabéns.

ALEMANHA
375.39 Euros

 

EUA
218.72 euros

 

ITÁLIA
214.36 Euros

 

MÉXICO
120.93 euros

 

POLÓNIA
96.75 euros

 

 

EGIPTO
43.83 euros

 

EQUADOR
20.17 euros

 

BOTÃO
3.21 euros

 

CHAD
0.78 euros

 

 

March 18, 2008

Se calhar já chegámos à Madeira

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E eis que vivemos num país livre e democrático, onde as liberdades individuais estão asseguradas, desde que, claro, não interfiram com as liberdades dos outros.
Como tal, é perfeitamente aceitável que um partido qualquer, especialmente se for o partido do governo, que por acaso até tem uma maioria absoluta, o que lhe confere poderes para exercer uma ditadura às claras, como tal, dizia, é perfeitamente aceitável que esse partido apresente um projecto lei que nos proíba de fazer um piercing na língua.
Felizmente, vivemos num país livre e democrático, o que me confere o direito de perguntar: mas que merda é esta da democracia? Ou melhor ainda, mas que merda de democracia é esta? 

January 16, 2008

Quatro comentários e dois posts

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Caro Jrd
Aceitei o desafio e continuo aqui a discussão, que a resposta é grande para a caixa de comentários.
Sou fumadora, com enorme prazer. Até hoje não senti palpitações, dores no peito ou falta de ar, por isso, fumo cada cigarro com relativa despreocupação. No entanto, fui ao médico há uns anos e disse-lhe: “Sr. doutor, sou fumadora, faça-me lá aí uns exames p’ra ver como é que isto está.” Ele assim fez. “Pois é, Maria João, os seus pulmões estão limpinhos como novos. Ainda aqui tem muito pulmão p’ra fumar!”. Já a outra, que não fuma mais do que uma ou duas ganzas quinzenais, não é frequentadora assídua de bares ou discotecas, nem tem um marido-chaminé, foi ao médico e o médico disse-lhe: “Ó Cristina, tem que parar de fumar imediatamente.”
A forma como o fumo nos afecta mais ou menos, é quase tão única e individual, como a nossa impressão digital. Como aliás, quase tudo o resto que se diz que faz mal: a gordura, o álcool, a carne, o café, o sal…
Mas o certo é que os fumadores, foram parar à lista dos grandes males da humanidade, assim transversalmente, como responsáveis indiscutíveis de causar males irreparáveis a si e a todos os outros. A histeria foi crescendo, entre não-fumadores principalmente, mas também entre fumadores, fruto de uma enorme falta de raciocínio, pois que as pessoas se esqueceram de pensar: ora mas que raio… lá se pode constatar que todos os fumadores morrem de cancro do pulmão e que todos os não-fumadores sofrem lesões sérias e graves com os cigarros que não fumam? Na verdade, a quantos é que isso acontece e aos que acontece, como se pode ter a certeza de ter sido, sem sombra de dúvida, causado pelo tabaco? Não pode.
Há muito a dizer sobre o assunto, como a hipocrisia de se vender legalmente uma coisa cujo usufruto se proíbe e sobre os milhões que o Estado de todos nós arrecada com isto, sobre as dezenas de outras coisas muito mais nocivas para o meio ambiente e portanto para a nossa saúde, como os carros, as fábricas que produzem as toneladas de lixo que compramos diariamente e deitamos fora diariamente, as porcarias de que nos alimentamos, causa de tantas doenças, e por aí adiante, são tantas que não há papel que chegue. Nada disto no entanto, pode servir de desculpa para que não se tomem algumas medidas sobre os malefícios do tabaco, porque evidentemente que os há.
Que eu agradeço as extracções de fumo, agradeço. Que acho razoável, haver espaços e zonas para fumadores e não-fumadores, acho. Que não aceito que estas medidas apareçam sustentadas numa perseguição cega e desprovida de sentido, não aceito. Que estas medidas fossem tomadas com naturalidade, como tantas outras, que fossem fruto da educação, do civismo, do respeito por uns e outros, seria louvável. Mas estamos longe de ter sido assim.
Por último, que as massas não têm consciência de que as pequenas proibições vão tomando conta das nossas vidas, que o mundo livre em que julgamos viver não existe, é a verdadeira questão. O meu colega de blog, no seu post Arqueologia da hipnose #10, ilustra isto na perfeição — diz-se que uma imagem vale mais que mil palavras, mas tenho a certeza que a maioria, não a mensagem. Quando nos tiverem proibido, com o nosso consentimento e pior ainda, com o nosso aplauso, de fazer quase tudo aquilo que nos deixa ser Humanos, quando vivermos numa sociedade asséptica, segura e livre de perigos, podemos ter a esperança de vida de uma tartaruga, mas a alma será a de uma tartaruga morta. E nessa altura, voltar atrás, será impossível.
Entretanto, vou fumar um cigarro, que ainda estou incrédula com isto e porque cá em casa ainda se pode fumar. 

January 9, 2008

Nem de propósito

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E seguindo a linha wittgensteiniana do nosso primeiro, a Secretária de Estado da Saúde disse: "Não há listas de espera nos hospitais, há é listas de inscritos".

January 6, 2008

Areia para os olhos

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Estamos em guerra(s), sim senhor. Quanto à de além fronteiras e apesar dos senhores da guerra nos quererem constantemente convencer de que a nossa vida não pode ser e não será alterada por causa das ameaças terroristas (não senhor, não cederemos!), a verdade é que de repente, o Lisboa-Dakar acaba. Ora isto, é muito estranho. É estranho porque sempre houve ameaças terroristas sobre o Dakar e todos os anos morrem pilotos em acidentes, sem que isso tenha resultado no fim da prova. É estranho também, porque estão envolvidos milhões de euros, e não me queiram convencer que em nome da segurança, ninguém se importa que eles voem pela janela.
Das duas uma: ou afinal a nossa vida é condicionada pelo terrorismo e, nesse caso reconheça-se, eles estão a ganhar, ou existe aqui uma estratégia qualquer política para, mais uma vez, manipular a opinião pública. Em que sentido exactamente? Je ne sais pas, por enquanto.
A verdade, é que se eles nos atiram explosivos, os nossos atiram-nos areia para os olhos. Os meus, por entre a poeira, vêem uma história muito mal contada.

December 4, 2007

B-A BA da Caridade Social

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Contribuo todos os anos com um modesto mas sincero saquinho de compras para o Banco Alimentar. E todos os anos me pergunto, se fará algum sentido que
as grandes superfícies onde enchemos os saquinhos, encham com isto as caixas registadoras. Este ano, foram 1.659 toneladas em géneros para os necessitados e uns milhares de euros não contabilizados para os abastados.
O Natal é mesmo para todos, ou escapa-me alguma coisa?

 

June 28, 2007

The Soaked Lamb - Blues à moda antiga

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Um de nós, que não eu, juntamente com alguns amigos, gravou este cd.

Podem ficar a conhecê-los aqui, ouvir aqui e comprar aqui, que vale bem a pena. A agenda de concertos, vai estando por aqui. 

May 7, 2007

Tento na língua

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A “classe jornalística”, já teve um papel importante, fundamental mesmo, na descoberta e na divulgação de informações. Esses foram os tempos em que havia alguns ideiais, paixão e alguma seriedade.
Hoje em dia, não passam de pivôs-semi-estrelas de televisão, ou pesudo-investigadores que procuram acima de tudo um “furo” para a primeira página, ou aquela informação completamente irrelevante, mas que esmifra até ao tutano a desgraça alheia. São eles muitas vezes os responsáveis pela falência de investigações judiciárias que vão por água abaixo por causa da violação do segredo de justiça, e também, pela revelação de informações completamente desnecessárias para a maioria, mas que dão mais uns segundos de audiência e quem sabe, também dão asneira. Por exemplo, ontem, a televisão pública à qual todos (ainda) têm acesso, ao abordar o tema infeliz e doloroso da criança inglesa desaparecida, não deixou de ir fazer a sua reportagem para alguns locais de saída do país, que não estão a ser minimamente vigiados pela polícia. Portanto, se o abominável raptor, não tinha conhecimento de tal possibilidade, passou a ter.

Mas porque raio não se lhes dá a independência?

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Está mais do que na hora de o pôr a ganhar o seu próprio sustento, também para que deixe de chamar colonialista a quem lhe dá de comer. Além de que há um limite para o tamanho da vergonha que podemos aguentar.

March 26, 2007

Nunca se sabe.

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E logo nós, um povo que só sai do país se tiver viagem organizada pela agência de viagens, que faz todo o tipo de seguros para o caso de acontecer qualquer coisa que não esteja programada, que só se aventura a visitar os pontos do mundo onde os amigos já estiveram e que, de preferência, volta vezes sem conta ao mesmo local porque já conhece e já sabe o que a casa gasta… Parece impossível, mas há suspeitas de que também descobrimos a Austrália.
Como disse o outro, nós somos os descendentes dos que cá ficaram, não dos que partiram. E diz muito bem.

 

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