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January 7, 2007

Muda de vida, se há vida em ti a latejar

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Estas última semana tem sido pródiga para (re) descobrir locais para dançar bom rock por Lisboa. Na noite de Ano Novo, no Left em Santos, o Bailarico Sofisticado fez saltar ao som de "Youth against fascism" dos SY, "Cannonball" das Breeders, "Alec Eiffel" dos Pixies. Já não  dançava isto há muito tempo. Foi muito bom! O revival dos 90 tinha que voltar. Ontem no Santiago Alquimista, noites de Glam Rock com o João Peste e Djs da Antena 3. Entre muita treta deu para ouvir "Vicious" do Lou Reed, David Bowie, Rage Against The Machine (no seu estilo inconfundível glam), miscelânea que muito me deu vontade para voltar a escrever sobre música numa base mais regular. Está a latejar.

Vou por isso retomar um blog que num momento melancólico-depressivo deixei, qual carcaça abandonada. O meu primeiro e mais genuíno local de postagem regular - A Corneta.  Mesmo incorrendo o risco de voltar a ser chamada de «Corneteira» (enfim, porquê Corneta?  Tem a ver com o jazz, música de Cornetas e pretos), há uma vontade de retomar essa visão despretenciosa (senão amadora) sobre música  e chamar novas pessoas para escrever neste blog. Já agora, o título do post, um tema de António Variações popularizada pelos Humanos. Que letra bonita, não?

Por isso, acabo por agradecer ao Afonso o gentil convite que me fez para escrever aqui na Baixa, uma Autoridade em várias matérias. Espero a continuação da escrita dos bons posts a que me habituaram. E obrigado a todos vocês companheiros de blog: Cláudia, Margarida, Maria João, Bruno, Carlos e Luís.

 

November 28, 2006

We are a part of the loud minority (and we listen to jazz) *

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* segundo United Future Organization 

 

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Numa entrevista recente que Cesariny deu à revista Tabu (do semanário Sol) havia uma profusão de reticências. É que a política editorial da revista proibe a escrita dos palavrões - que substituem por reticências -  e como o entrevistado gostava de utilizar o seu vernáculo, era um desafio decifrar todos os pontos.  Por vezes eram puta, mas outras eram mesmo reticências.

Para além da piada do momento, vale a pena recuperar um excerto dessa entrevista.

"Nos fizemos uma revolução. Mas acho que implodimos, não explodimos. E andámos  sempre clandestinos por aí. Clandestinos no sentido lato: fazer uma coisa num sítio e desaparecer; depois aparecer noutro e desaparecer … Até que houve as célebres sessões na Casa do Alentejo, em que fomos dizer ao povo o que era o surrealismo. E o que era o surrealismo? Éramos nós [risos]. Lemos textos, poemas, e uma declaração chamada Afixação Proibida. A assistência gostou muito (…)"

November 27, 2006

Natal sem compras

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Diziam hoje nas notícias que são os petizes que mandam mais. Pelo que vejo pelos meus colegas de trabalho  o processo de escolha das prendas de Natal para os filhos passa por pegar no folheto do Continente, ou de qualquer outra grande superfície comercial, entregá-la ao petiz  presenteado que assinala com cruzinha potenciais brinquedos que irá receber. Literalmente uma escolha  por catálogo. É que assim vai receber o que gosta, dizem-me. É que pode não gostar. E a surpresa pergunto. Não, é que podem não gostar e depois ficam com um brinquedo que não querem (algo horrível como ficar com a Barbie Fashion Fever c/ Mobiliário em vez da Boneca Birthday Bash  Bratz). Traumatizante compreendo.

Na realidade, a criança de 60 anos que tenho na minha vida veio-me com uma conversa parecida. "Tu e tua irmã podiam dar-me uma mala que vi. Eu podia comprá-la e depois vocês davam-me o dinheiro". Tentei dar-lhe a volta: contextualizar a época, os reis magos e o Menino Jesus , a quadra familiar, surpreender aqueles que gostamos com uma lembrança bonita, um presente inesperado. "Vocês nunca me dão aquilo que eu quero".  Suspirei fundo e entreguei o catálogo.

November 17, 2006

Possibilities

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Herbie Hancock com vinte e poucos anos já era um prodígio. Tinha tocado com Miles Davis Quintet, composto o "Watermelon Man" (um grande sucesso na década de 60) e  criado o seu próprio quarteto com Wayne Shorter, Ron Carter e Tony Williams. A genialidade apareceu (muito) cedo na vida deste homem. Quarenta e tal anos mais tarde compreendo que será pedir muito continuar a tocar como no Maiden Voyage e isto, como em muitas coisas na vida, não é para ser como a gente quer. Quarenta anos depois Herbie abriu-se a Possibilities (título do álbum que saiu o ano passado), fusão da pop de Sting ou Christina Aguilera com o jazz que há muito se tornou electrónico ou funk.

O que Possibilities como estas fazem é que os temas de sempre como "Canteloupe Island" ou "Maiden Voyage" sejam, na expressão do meu amigo Tiago, "avacalhados". A nossa teoria é que alguém vendeu um orgão todo quitado ao senhor, orgão esse que faz uns coros e efeitos arrepiantes (avacalhados percebem?) durante as nossas reminiscências de jazz dos anos 60. Grave grave é quando as Possibilities resvalam para o "I’ve just called to say I love You" (sim, do Stevie Wonder) que foi tocada e cantada no concerto desta noite. É que daqui ao Freddie Hubbard que se ouve no You Tube  vai uma grande distância, mas são as possibilidades que temos que respeitar num músico. E apesar destas possibilidades que tão pouco me atraem gostei imenso do efeito fusão do tema do guitarrista do Benim (um Ali Farka Touré versão funk) "7 Teens" com o "Watermelon Man" e o concerto teve os seus bons momentos, exactamente como eu gostaria que fossem (basicamente quando deixava o orgão quitado e ia para o piano). Os momentos Sting - ou salada de frutas musical - dispensava.

November 8, 2006

Exercícios de aquecimento

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Cat Power - Cross Bones Style

October 29, 2006

Presente do passado

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http://www.everythingisfire.com/web/2006/01%20Tonight.mp3

Sibylle Baier gravou este álbum no início dos anos 70 na Alemanha ainda que os ouvintes na altura tenham sido apenas amigos e família. Ficou enterrado até ao dia em que  filho resolveu emprestar umas demos ao vocalista dos Dinosaur Jr.  que  hoje vem  partilhá-lo com todos. É um trabalho acústico, folk semelhante ao que ouvimos numa Cat Power ou Nico e que não está datado. Celebração triste e pousada do quotidiano, parece-me bastante bom (mas já sabe, neste tema como em tantos outros sou uma Baixa Autoridade).

October 27, 2006

Perspectiva

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Pausa

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Isto é muito bom, um cartoon sobre galinhas (selvagens!). Obrigado ao Tiago pela dica.

 

http://www.savagechickens.com/blog/index.html

 

October 26, 2006

Keep on rocking in the free world

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http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=10&d=26&uid=&id=103979&sid=11489

Fade away.

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